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ABC – Activity Based Costing

A metodologia ABC nasceu nos Estados Unidos (USA) em meados da década de 80 e foi desenvolvida e criada basicamente pelos Profs. Cooper e Kaplan.
Conceito:

No método ABC as atividades são o foco do processo de custeio. Os custos são investigados, relacionando-se as atividades aos produtos, com base na demanda por tais atividades pelo produto durante o processo de produção ou o serviço em questão. Portanto, as bases de alocação usadas no custeio baseado na atividade são medições das atividades executadas, que podem incluir horas do tempo de ajuste de máquina ou número de vezes em que isso foi feito, ou demais maneira d distribuição em função da atividade que está sendo analisada seja industrial, serviço ou overhead.

Uma das importantes razões da crescente utilização e necessidade de uso desta tecnologia é o aumento dos gastos de “Overhead” das empresas que nos últimos anos tem se tornado muito significativo.

“É o método onde as atividades são o foco do custeio”
“É o processo de alocação de recursos para atividades e destas para objetos de custos”

Os principais objetivos da implantação de um sistema de gerenciamento de custos com base nas atividades (ABC) , estão relacionados com a facilidade e precisão que a administração terá para:

Apurar e controlar seus custos reais de produção e principalmente, os custos indiretos de fabricação (overhead)
Identificar e mensurar os custos da não qualidade (falhas internas e externas, prevenção, avaliação, etc.)
Levantar informações sobre as oportunidades para eliminar desperdícios e aperfeiçoar atividades
Eliminar/reduzir atividades que não agregam ao produto um valor percebido pelo cliente
Identificar os produtos e clientes mais lucrativos
Subsidiar o redimensionamento da plataforma de vendas (distribuidores e revendedores)
Melhorar substancialmente sua base de informações para tomada de decisões.
Estabelecer um conjunto de indicadores de performance capaz de medir a eficiência e a eficácia empresVerdana sob aspectos produtivo, comercial, financeiro e societário.

O método ABC demonstra a relação entre Recursos consumidos (o que foi gasto: água, luz, salários, etc.), Atividades executadas (onde foi gasto: produção, informática, vendas, etc.) e Objetos de Custo (para que foi gasto: produto A, Produto B, Atividade X, etc.). Como mostrado na figura abaixo que mostra a visão dos 3 módulos:

Recursos:

Contas contábeis, ex: Energia elétrica, Salários, etc.

Atividades:

São todas as diferentes atividades que são realizadas nos centros de custos, áreas, departamentos, etc.

Objetos de custos:

Produtos, Canais de distribuição, Mercados, Clientes, etc.

Portanto, como os custos são alocados de:

Recusros para Atividades
Atividades para Atividades
Atividades para Objetos de Custos

Utilizando os “Cost Drivers”, ou seja, direcionadores de custos

Enquanto no método tradicional a alocação é feita através de critérios de rateios limitados (geralmente quantidade produzida/vendida), no ABC existe uma multiplicidade de critérios (denominados de geradores de custo ou cost drivers) cada qual específico à atividade (custo) a que se relaciona (por exemplo: número de notas fiscais emitidas, número de requisições de compras, etc.).

Gerador de Custos (cost driver) é o fator que causa mudança no desenvolvimento de uma atividade, mensurando os respectivos recursos exigidos por essa atividade, ou seja, é a causa do volume de recursos consumidos pela atividade.

Os recursos estão relacionados as atividades/sub-atividades, e estas aos objetos de custos. Para cada recurso ou atividade os drivers podem ser diferenciados (e geralmente são).

Exemplos de Cost Drivers:
Energia elétrica: KW efetivos ou KW instalados em cada atividade
Salários: Salários de cada atividade
Manutenção de micros: Quantidade de micros de cada atividade
Desenvolvimento de sistemas: Horas alocadas em cada atividade

Outros exemplos:

N° de funcionários por atividade
N° de cópias por atividade
N° de notas emitidas por atividade
N° de ordens de compra por atividade
N° de carros por atividade

Macro Fases do Projeto:

01.       Desenho do Modelo Teórico
02.       Tratamento de Recursos
03.       Identificação de Atividades
04.       Identificação de Drivers
05.       Alocação de Custos para as Atividades
06.       Processamento de Atividades
07.       Custeio de Objetos de Custos
08.       Montagem dos Memoriais e Mapas
09.       Avaliação de Resultados
10.       Correção dos Desvios
Vantagens:

01.       Visão de Processos e Atividades
02.       Conhecimento dos Custos Recebidos
03.       “Brainstorm” entre Áreas
04.       Maior Qualidade na Informação
05.       Instrumentos Acessórios
06.       Subsídios à Gestão
07.       Visão Múltipla
08.       Classificação de Atividades
09.       Medição de Produtividade
10.       Melhoria da Lucratividade

Tendo-se implantado o ABC pode-se praticar o ABM (Activity Based Management – Gestão Baseada em Atividades), como por exemplo, através da classificação e análise das atividades:

a) Atividades que agregam valor para o negócio ou produto, é aquela que o cliente paga efetivamente com algo mais que mereça ser destacado.

b) Atividades que não agregam valor são aquelas podemos eliminar ou reduzir substancialmente até 75% sem causar detrimento ao produto ou serviço final. Podem ser subdivididas em três níveis de influenciabilidade:

Alta influenciabilidade – relativamente fácil de ser eliminada/reduzida em um período até 18 meses.
Média influenciabilidade – nível de dificuldade médio para ser reduzida/eliminada e num horizonte de tempo entre 18 e 36 meses.
Baixa influenciabilidade – alta dificuldade para efetivamente ser reduzida/eliminada e geralmente num período acima de 36 meses.

Exemplo: Tomando-se por base o Almoxarifado, observamos que é uma atividade que não agrega valor,  pois o estoque é um problema da empresa e o cliente não quer pagar mais por isso.

Quanto ao nível de influenciabilidade podemos classificá-la de baixa influenciabilidade, porque para conseguir eliminá-la requer:

Confiança nos fornecedores;
Demanda muito tempo;
Exige investimento no desenvolvimento de fornecedores.

Como a metodologia ABC – Activity Based Costing se integra com o método UEP?
UEP – Unidade de Esforço de Produção:

A metodologia UEP é um completo sistema de controles gerenciais fabris. A UEP tem um conceito bem simples, é uma expressão matemática que mede o “valor agregado” (trabalho realizado, ou melhor, esforço) de cada produto e, assim permite valorizar um por um, em unidades abstratas e constantes no tempo, que somadas representam a quantidade de produção expressa com uma só unidade de medida: a UEP. Basicamente é transformar uma empresa que produz muitos produtos diferentes entre si em uma empresa que fabrica um produto só: a UEP. Com a utilização das UEP – Unidade de Esforço de Produção todos os controles de produção, custo e rentabilidade passam a ser operados somente com uma única unidade de medida: a unidade UEP.

Integração:

Através do esquema abaixo podemos ver que a atividade de produção (industrial) é considerada como uma única atividade, ou seja, uma atividade produtiva. Se analisarmos qual é o melhor cost driver para distribuir os custos de fabricação aos produtos, a resposta será a quantidade de UEPs produzidas de cada produto, isto porque as UEPs medem a quantidade de trabalho que cada produto absorve na fabricação, ou seja, seu esforço, gerando o driver da produção.

A quantidade de UEPs por produto é o driver da atividade produção.

O método ABC quando aplicado na produção causa generalizações (agrupamento por linhas, por exemplo) ou super estruturas de controles de custos.

O método UEP é um método padrão, portanto de difícil aplicação no Overhead onde as atividades não se comportam de uma maneira padronizada.

Este material foi elaborado com base no livro A Revolução nos Custos, Gantzel e Allora, Editora Casa da Qualidade, Salvador – BA, 1996.

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